Terapias Expressivas

Esse termo terapia expressiva foi usado para representar varias técnicas e formas de expressão das quais, dança, musica, a dramatização, a poesia, pintura, desenho e escultura interam no processo de arte e terapia. Esta interação da arte e a terapia esta vinculada em diversas áreas como a psicologia, a terapia ocupacional, a fisioterapia, a fonoaudiologia, as artes plásticas em geral e as expressões artísticas (dança, teatro, musica) e segundo Andrade (1993), é difícil definir precisamente esta área, pois esta em formação e transformação.No decorrer da historia o desenvolvimento de modelos de intervenção que usavam a expressão humana teriam inicio apartir do século XIX e com a elaboração artística a expressão do mundo subjetivo passaram a ter grande repercussão no meio cientifico e das artes, mas as pesquisas nessa área só concretizariam de fato no inicio do século XX. E dentro desse novo mundo de pensamentos e discussões no que diz respeito à psique e a arte, temos como grandes influenciadores Sigmund Freud e Carl Gustav Jung.


Para Freud as imagens podiam representar mais o inconsciente do que as palavras, pois elas estão livres da censura, em alguns de seus trabalhos ele relatava a correlação entre os sonhos e as criações artísticas e os conteúdos do inconsciente reprimidos pelo individuo. Ele ainda considerava a criação artística como uma sublimação (produto de uma função psíquica). Freud não descartava a necessidade da palavra como mediadora para dar validade ao processo terapêutico usando a arte como instrumento de observação e diagnostico e como era um psicanalista conceituado nesse momento histórico também buscava a compreensão da dinâmica psíquica a partir de estudos sobre obras de alguns artistas consagrados tanto das artes plásticas como da literatura (FREUD, 1910,1970 e 1914/1974).

Ao contrario de Freud, Jung ultilizou-se da linguagem expressiva nos seus processos psicoterapeuticos, pois ele acreditava que a criatividade é uma função psíquica natural do ser humano e que esta tem um papel estruturante e não unicamente de sublimação dos impulsos sexuais. Para Jung é função psíquica, daí a arte não ser apenas fruto de sublimação de instintos sexuais e agressivos. E função natural da mente humana e tem função estruturante do pensamento.

Hoje, com as pesquisas modernas nos é esclarecido que a imagem é um processo de pensamento que precisa dos sentidos dos quais, visão, audição, cheiro, gosto, sentido do movimento, posição e toque fazem parte de um contexto que permite ao ser interpretar subjetivamente o mundo.

Arte, psiquiatria, psicologia e psicanálise tiveram um papel importante na evolução da arte como terapia; em um livro intitulado de “Arte e Loucura” de Ferraz (1998), faz-se menção á vários pesquisadores tais como: Tardieu em 1872, Simon2 em 1876 e 1888, Lombroso em 1889, Mohr em 1906.

Reja em (1907), que assinando um pseudônimo, pois seu nome era Paul Meunier, mesmo sendo um medico dedicou-se a critica de arte e a critica literária, sendo considerado entre os estudiosos sobre a arte como o primeiro a notar elementos propriamente artísticos em obras de pacientes, ainda que estivessem presentes em suas análises traços da interpretações psicopatológicas.

Em 1906, Mohr, através de seu estudo comparativo das produções de pacientes mentais, pessoas comuns e dos grandes artistas levanta a possibilidade dos desenhos serem utilizados como testes para estudos da personalidade, que em língua alemã publica um notável trabalho no jornal de psicologia e neurologia, n.8, de 1906.

Mohr influenciou vários estudos no campo da psicologia e da psicanálise, Prinzhorn teve grande repercussão com seu livro “A expressão da Loucura” publicada em 1922, onde valorizava produções artísticas de pacientes mentais como obras de arte e ressaltava a capacidade criadora desses indivíduos em detrimentos e desintegração de suas funções psíquicas.

Hans Prinzhom cursou filosofia e historia da arte, defendendo a tese em 1908 na Universidade de Munique sobre o arquiteto Gottfried Semper (1803-1879). Em 1917, formou-se também em psiquiatria, quando foi trabalhar junto de Karl Wilmanns, na clinica psiquiátrica universitária de Heidelberg, em dois anos e meio, organizou ali uma coleção de mais de cinco mil peças, reunindo obras provenientes de vários asilos europeus, com os quais realizou o mais amplo estudo da produção artística de internos daquele momento.

Em 1872 o medico legista Ambroise Tardieu, identificou quadros clínicos patológicos através de uma associação de estilos artísticos dos qual o expressionismo e o cubismo estavam presentes.

As terapias expressivas, consideradas praticas psicoterapeuticas de mediação corporal, tem vindo a crescer em termos de campos de ação, desde a saúde mental, passando pelas dificuldades de aprendizagem, inserção social, deficiência física. Com aplicações de técnicas e metodologias e de princípios teóricos de fundamentação. Tal crescimento deve-se, em parte, aos resultados observados por suas praticas em diversos contextos de aplicação, o que vem ocorrendo desde o século XX.

Max Simon, médico junto ao asilo de Blois e chefe do serviço asilar de Bron, ganhou destaque como um dos pioneiros nesse domínio. Simon elaborou correspondências entre as formas artísticas e seis categorias psiquiátricas do final do século XIX: “melancolia”, “mania crônica”, “megalomania”, “paralisia geral do louco”, “demência” e “imbecilidade”.

Fonte: http://andreiaalper.blogspot.com/

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