Terapia Artistica e seus Fundamentos

Paul von der Heide e Margarethe Hauschka desenvolveram um trabalho baseado na teoria da antroposofia fundada por Rudolf Steiner, ultilizando-se de técnicas de pintura, modelagem, tecelagem entre outras.


No histórico mundial da terapia artística se estabelece à condição que tenha se originado através do trabalho conjunto da Dra. Ita Wegmann com Rudolf Steiner, no qual a pintura era prescrita como parte do tratamento medico.

Em 1925 quando a Dra. Margareth Hauchcka foi à primeira vez ao Instituto Clinico-Terapeutico de Arlesheim, Suíça para estudar Euritimia Curativa, encontrou-se com duas artistas alemãs, Sofia Bauer e Maria Kleiner, que praticavam a pintura junto aos pacientes. Nesse mesmo ano ate 1927, ela pode trabalhar com pintura e cerâmica com pacientes da clinica do Dr. Husemann, em Gunterstal, Alemanha, e nos dois anos seguintes, a pedido da Dra. Wegmann, foi para uma clinica filial de Arlesheim. Com essa experiência, teve a oportunidade de desenvolver o elemento artístico de varias maneiras e foi responsável pelo ensino de arte nos cursos anuais de enfermagem e medicina Antroposofica por doze anos ate que a segunda guerra mundial colocou um fim a essa atividade. Em 1940 foi para a Áustria onde durante 22 anos trabalhou e deu cursos no pais e no exterior e foi através dessa experiência que ela construí as bases praticas e teóricas da terapia artística. Em 1962 ela funda a primeira escola de terapia artística em Bad Boll, na Alemanha e mais tarde foram surgindo outras escolas dentro desse contexto. Mas apesar de todo o percurso que Margarethe percorreu para desenvolver a terapia artística, é fundamental que possamos conhecer o que é euritimia. Foi, sobretudo com a euritimia (a arte da palavra e a musica em movimento), que Steiner obteve os melhores resultados, tanto a nível artístico como terapêutico. A palavra vem do grego, ao conceito grego rítmico foi adicionado o prefixo eu, que significa superior. É uma arte de movimento, estreitamento ligado à palavra, ao som e ao tom. É a intenção de tornar a fala e a musica visíveis por meio de movimentos de todo o corpo. Ela estimula a coordenação espacial, fortalece a habilidade de ouvir e desenvolve as relações sociais.

A terapia artística preocupa-se no processo e não no resultado, ajuda o paciente a superar as dificuldades e adaptar-se ao material que aceitando as falhas e desenvolvendo a autoconfiança e auto-estima. A terapia artística se diferencia das outras modalidades de terapia no que diz respeito á atitude interior, métodos e propósitos. O propósito da arte nesta modalidade de terapia focaliza-se no expressar, no conteúdo, nas idéias, transformando dificuldades em exercícios terapêuticos que possibilitem o processo de mudança. O paciente segue e da continuidade a terapia dando forma, estrutura, clareza e fantasia onde a mente esta adormecida, em um processo continuo de transformação onde a arte lhe traz harmonia, aprendendo a observar, sentir, agir e pensar de modo mais consciente sobre si mesmo e o mundo a sua volta. Segundo a Dra. Margareth Hauschka, a pintura e as imagens, em geral, têm uma especial relação para com as forças que partem do coração. Assim como as cores vivem entre a luz e as trevas a alma humana vive também entre a alegria e a tristeza, prazer e sofrimento. Dentre as terapias expressivas a terapia artística é a mais completa no que diz respeito ao conhecimento do eu. Em uma conferencia com o titulo de (VIDE ELEMENTOS FUNDAMENTAIS PARA UMA AMPLIAÇÃO DA ARTE DE CURAR), Rudolf e Wegmann, interage corpo e arte de maneira que possam representar a vida. Segundo eles, a organização rítmica do corpo tem um tempo maior de maturação, e entre o sétimo e o décimo quarto ano se estabiliza definitivamente, dela se desprende a vivencia pictórica.

A natureza em relação à pintura é a essência rítmica interior do homem, e posteriormente do sistema metabólico e dos membros plenamente formados desprendendo a força plástica, trazendo a força de plasmar a matéria do mundo a nossa imagem. Segundo Wegmann e Steiner, o metabolismo é plástico, ele ergue a matéria à vida, forma e deforma no espaço. Na terapia artística se estabelece meios que interligam as linguagens da arte a matéria, como se fossem partes de um mesmo corpo.

Em relação a musica a ligação que se faz é com a vida afetiva, não podemos senti-la de modo distante e indiferente, ela atravessa e impregna nosso ser de modo semelhante ao calor, tem o poder de criar harmonia entre elementos contrários (HAUSCHKA, 1987). A musica sera aplicada como terapia sempre que a organização do eu for incapaz de transmitir seus impulsos a organização astral, ou seja, a vida sensorial e motora, ela também sera empregada no período embrionário em que o sistema nervoso esta em formação.

Goethe através de um conto, da uma bela descrição do valor da musica no qual a criança, com sua flauta, traz de volta a casa o leão que fugia, também podemos citar uma fabula antiga em que o garoto tocava também sua flauta e levava os ratos para longe da cidade. O trabalho com musica não é apenas uma alternativa diferencial e interessante.
Portanto a musica é um instrumento importante tanto na terapia como na educação e tais idéias podem acompanhar o medico na contemplação de diversos estados patológicos dentro da terapia artística. A pintura é um gosto adquirido posteriormente a musica por ser esta uma faculdade relacionada a processos mais aprimorados e aprofundados, por ser uma atividade rítmica com mudanças de estado.

A pintura esta relacionada com o coração, baseando se nas imagens extraindo da natureza o mundo das cores esta relacionada com processos secretores do corpo, na organização glandular. Dentro da terapia artística a pintura pode ser aplicada a algumas enfermidades e distúrbios, tais como, anorexia psíquica, insuficiência ou excesso de afetividade, passando por as gradações ate alterações mais somáticas.

A escultura dentro da terapia artística, na realidade trata-se de uma faculdade do adulto, porque durante ao longo do tempo a atividade plástica do corpo ainda é tão intensiva que pouca coisa pode ser feita alem dela. O escultor cria no espaço, vivem em seus membros, os pés firmes no chão introduz a idéia a matéria ou de erguer a matéria à vida, a compreensão se torna arte no mais verdadeiro sentido da palavra. O emprego da escultura como terapia esta relacionada nos processos de falta de atenção e enfraquecimento dos ossos, entre outras patologias ou distúrbios orgânicos.

A adaptação da arte para o plano terapêutico não pode ser aprendida através de receitas, mas só poderá decorrer de um profundo conhecimento dos processos sãos e doentes e de suas contra-imagens artísticas (HAUSCHKA, 1987).

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