Pintura Gestual

Não existe verdadeira inteligência sem bondade.
Beethoven

ATRAVÉS da pintura gestual, o praticante adquire o estado de espírito ideal
e para isso não depende do materialismo. Durante a sua formação, desde a infância, ele é condicionado (rotinas), mais parecendo um robô humano, tornando-se pessoa dependente em tudo, o que o faz um ser sobressaltado, convivendo com o medo. Não é felicidade, é fazer de conta que se é feliz ao possuir isso ou aquilo. É uma dependência e o prenúncio da infelicidade. Ele age e reage quase que sem vontade própria, pouco usando seus atributos emocionais e deixando-se conduzir por outros falsos da sua personalidade mal formada, o que o deixa sempre vacilante e confuso. A busca da paz é estar bem consigo, com tudo e com todos. É fundamental na pintura o viver aqui e agora. Num contexto subjetivo de percepção e
expressão o indivíduo se supera e consegue libertar bloqueios que facilitarão sua entrada num estado de consciência superior.

Cada modelo criado representa uma elevação de consciência. São usados com o objetivo de levá-lo a um estado de integração com o universo. A sua leitura é interpretada pela intuição. Segundo Joan Kellog, quando foram iniciados alguns testes de pinturas em 1976, descobriu-se um valor muito maior do que um teste psicológico. A sua feitura é como se reabastecer com uma sessão de terapia.

Quando o indivíduo faz uma pintura, está fazendo um tratamento consigo mesmo, eliminando bloqueios psicológicos, completando um processo terapêutico de grande valia. Fazer uma pintura é o mesmo que tirar uma fotografia do inconsciente. O indivíduo, ao criá-la, experimenta sentimentos de satisfação plena.

Quando se elimina o bloqueio que lhe atormenta, surge um estado de contentamento e paz. É fácil aquilatar os bons resultados da pintura, mesmo sem dominar a sua interpretação. Fazendo-a, tanto quanto possível, o indivíduo aprenderá cada vez mais. Observando intuitivamente, cada um sentirá o que transmite de positivo e passa a sentir o que transmite de positivo e passa a sentir o caminhar de crescimento espiritual e psicológico. A pintura, quando vista como uma superfície tridimensional, é sentida como uma viagem ao inconsciente.

Na sua prática será possível estimular o interior de cada um, para melhor compreensão pessoal. Os primeiros e imediatos resultados surgem a partir de práticas espontâneas. O envolvimento com o trabalho gestual/cromático possibilita mudanças gratificantes no decorrer de exercícios diários. A comprovação é notória, tendo como exemplos os resultados positivos apresentados, pelos meios de comunicação, em presídios, hospitais e escolas que utilizam métodos similares para jovens e adultos, percebendo-se uma maior desenvoltura e progresso dos praticantes.

A eficiência desse método teve início no Rio de Janeiro em 1980, implementado por Marô. Nos pátios de um prédio no bairro de Santa Tereza, quando um grupo de jovens executava os exercícios com o despojamento de uma brincadeira. Nos encontros seguintes seus pais comentaram sobre os efeitos positivos daquela brincadeira.

Após uma explicação do que se tratava, insistiram em participar e confirmaram os resultados. Desde a sua implantação, os exercícios sofreram alterações e aperfeiçoamentos com o intuito de obter melhores resultados. Sua gênese está na junção de técnicas de auto-motivação criadas pelo SMI (Success Motivation Institute) associadas à arte-cromoterapia e cultivo da inteligência emocional.

Fonte: C.C.V. Centro de Auxílio à Vida - http://www.cav.org.br/artesplasticas.aspx

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